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Você já ouviu falar da expressão "mais enfeitado que burro de cigano"? É uma expressão popular comumente utilizada quando se quer dizer que algo recebe muitos adereços, enfeites, adornos com gosto pra lá de duvidoso, que acaba tornando a coisa brega, cafona e feia nos padrões estéticos primorosos.  Foi assim que se referiu um cidadão luzilandandense ao saber que a administração público da cidade teria anunciado obra de reforma do prédio da prefeitura de Luzilândia, um prédio histórico construído na década de 1950 quando administradores, como o prefeito João José Filho, tinham amor à cidade, esbanjavam bons costumes e eram pessoas intelectualizadas. Hoje, a história da cidade é substituída pelo que pode ser considerado como eventual tirocínio da ignorância.


De acordo com a denúncia, um servidor  teria apresentado à população um projeto amador de reforma do prédio da prefeitura, onde assim teria anunciado: "Após décadas sem mudanças, na sede da prefeitura municipal, a casa do povo, que está com sérios problemas em sua estrutura, passará por uma verdadeira transformação, e o centro de Luzilândia se modificará. Veja o projeto de como como vai ficar a nova sede do Governo de Luzilândia.".

Prédio histórico construído e conservado por políticos luzilandenses que amavam sua terra e zelavam por sua história e edificações.

 Utilizando-se de um desenho tosco, rude e provavelmente feito no paint do Windows, alguém de extremo mau gosto modificou toda a parte externa do prédio, colocando elementos e cores desprovidas de qualquer bom gosto. Para ficar ridículo, o projeto precisa melhorar e muito.

Não se pode, pelo visto, esperar do rapaz o mesmo grau de conhecimento, bom senso e gosto acurado que João José Filho e outros tantos que passaram pela prefeitura, sempre homens e mulheres respeitando a arquitetura histórica. As próprias informações publicadas pelo TSE quanto ao grau de instrução e a forma como se comportou o então candidato, hoje prefeito, seus trejeitos, manias e gostos, já denunciavam que isso poderia acontecer.  E está acontecendo. Não adianta reclamar. Luzilândia vai perder sim um prédio histórico e sua arquitetura peculiar. Nenhuma cidade governada por pessoas atiladas deixam se esvair seus acervos históricos. Nova York é assim, Paris também. Mas não precisa ir muito longe. Natal, no Rio Grande do Norte ainda preserva a arquitetura primária da sede do executivo, assim como a capital do Piauí, Teresina. Então, a cultura da preservação não é exclusividade do primeiro mundo, não. É exclusividade do saber, não da estupidez.

O resultado do intelecto é a preservação. O da ignorância, é a deformação. "Meu caro, essa é uma das grandes diferenças entre um banco da univerdade e uma bulé de caçamba", diz cidadão revoltado.


Essas são construções preservadas arquitetônica e historicamente. Mas isso, quando se tem condições intelectivas de se entender o que isso significa para a coletividade. Quando não se tem, só resta é esperar que uma "pentiadeira de rapariga" ou um "burro de cigano" sejam bem mais interessantes de ser ver que um prédio símbolo da berosidade e da incipiência de conhecimento. É isso que a ignorância causa de prejuízo em quem escolheu errado.


Mas nem tudo está perdido. Voltar Luzilândia às mãos de pessoas sensatas, cultas, de bons costumes, pode fazer com que se volte o status quo do prédio e ainda fazer com que o resultado das treva da ignorância sejam reparados e indenizados. É isso o que se espera de um breve instante de lucidez.

Last modified on Tuesday, 06 June 2017
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