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Tornar a cidade toda azul. Pintar prédios, monumentos, ruas, avenidas, enfim, todos os logradouros públicos da cidade na cor de sua campanha eleitoral é a ordem dada pelo jovem prefeito de Luzilândia, Ronaldo Gomes, que no ano passado chamou pra si a alcunha de "Camçabeiro".

 

O primeiro atentado contra o patrimônio do povo luzilandense ocorreu com a demolição de prédio da prefeitura de cidade, construção histórica que deve levar a cor azul nas suas novas concepções. O Ministério Público, ao que se sabe, nada fez na defesa do patrimônio do povo. Deixou que o rapaz de parco conhecimento, e sem nenhuma tradição cultural briosa, fosse adiante em seus intentos narcisistas.

Pois agora, o Complexo da Matriz, patrimônio material, cuja beleza é reconhecida internacionalmente, onde sempre se usou cores sóbrias e neutras, ganha a coloração da campanha eleitoral do Caçambeiro: um azul aberrante, sem gosto amofinado, "brega", grosseiro.

Sabendo que manda e - ao que se denota - é obedecido pelas autoridades da cidade, mandou pintar de azul um monumento artística de grande valia, cartão postal da cidade e que faz homenagem à atividade dos nativos da cidade: a pesca. O tom de azul de campanha é aberrante. A peça é de bronze e demais metais. Bonita, briosa, projetada por um artista renomado, Hostiano Machado, que deve estar infeliz com tamanho atentado à arte, à cultura e ao patrimônio da cidade. O que era uma homenagem a toda uma classe de trabalhores virou símbolo pessoal, cultivo do ego de uma administrador que, antes mesmo de assumir já se apresenrou como perito na arte da traquinagem.

 

Caçambeiro não é luzilandense. Não tem tradição na cidade. Tem pouco estudo. É fã de forró comercial e de "paredões de som". Seus adornos mais completos são carregados de ouro, bem ao estilo garimpeiro sem noção. Ainda na campanha se vanglorizava de seus parcos conhecimentos e ainda gozava de quem era formado, onde instituiu uma clara campanha contra os doutores.

Ele é realmente destemido. Brincou com o judiciário ainda antes de ser eleito. Lampuzou toda a cidade com sua cor aberrante, um azul estridente delinearam suas insígnias de uma caçamba e seu número 36. Foi condenado a reparar o prelúdio dos ataques de viriam, como consequencia clara de seus atos autoritários.

Ainda na campanha atual prefeito se mostrou condicionado à sujeira, anarquia e desrespeito ao bens públicos. Foi condenado!

De lá para cá não encontrou mais barreiras. Todo mês tem se envolvido em escândalos que vão desde denúncia de falsificar assinatura até contratar empresa fantasmas para transporte escolar.

Enquanto as autoridade se curvam diante do oniponte e azulado rapaz, ele agride a todos. Tornou-se o pior exemplo para as gerações antigas, que jamais viram tamanha agressão à até então reconhecida história de culto a beleza e ao bom gosto pela cultura, pelas artes e pelos talentos altivos dos luzilandenses. Para a atual geração, o arquétipo do descumprimento dos comandos legais, da impunidade e arbítrio é flagrante e por demais perigoso. Difícil justificar que tamanhas atrocidades com o bem público seja considerada normal. Não o é. Isso é feito, é inaceitável. Não se pode tolerar. Isso é fruto, como diria um senador piauiense: a ignorância é audaciosa. Outro provérbio português assevera que a "A Ignorância é sempre atrevida; a sabedoria, em Geral, modesta". Isso ocorre no caso que se denuncia.

Nas redes sociais a revolta popular é gigantesca. O luzilandense não merece ter sua história de bom gosto e compostura destruída. O que era majestoso hoje ganha sinais de aberração. Ninguém merece ser confundido com sujeitos com qualificações questionáveis. Não faz parte de nossa cultura ser horrendo, abrutalhado, sem educação. E isso não tem nenhuma ligação com disposição financeira. Pessoas conseguem ser tão pobres que só lhe restam dinheiro. Não é o caso dos luzilandenses. Dos mais humildes aos mais abastados o que se sempre se destacou foi o esmero pelo belo, sofisticação, requinte desde os mais simples atos.

Fica aqui nossa indignação e o alerta - novamente - de onde pode chegar esse tipo de administração. Quais as consequencias da falta de educação, do despreparo técnico, da ausência de saber.

QUAIS OS PRECEDENTES EM OUTRAS COMUNIDADES CIVILIZADAS

Em cidades onde o Ministério Público contuma ser diligente, prefeitos iguais ao Caçambeiro encontra parea, encontro autoridade disposta a barrar a impunidade. Os tidos "fiscais da lei" intentam ações para evitar e punir abusos, como é o caso da condenação do prefeito do município de Sousa (Paraíba), Fábio Tyrone de Oliveira, em ação de improbidade administrativa, por ter padronizado bens públicos com cores da campanha eleitoral.

Por maioria de votos, a Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou decisão que manteve Com a condenação, o prefeito teve seus direitos políticos suspensos por três anos.

O ex-prefeito de Colinas do Tocantins, José Santana Neto (PT), teve recurso negado e a condenação mantida por pintar os prédios públicos da cidade de vermelho e branco. A sentença é uma multa de cinco vezes o valor da remuneração atual do político com correção monetária juros. A decisão de manter a condenação é da 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Tocantins.

A juíza Niedja Fernandes Silva, da Comarca de Santana do Matos, determinou a suspensão dos direitos políticos por três anos do ex-prefeito daquele município, Francisco de Assis Silva, prática de ato de improbidade previsto no artigo 11, I, da Lei n. 8429/92.

O Ministério Público Estadual alegou na ação que o acusado ao assumir a Prefeitura, passou a utilizar recursos públicos para fazer sua promoção pessoal, quando pintou os prédios públicos nas cores do seu partido, de forma a identificar a sua gestão.

O prefeito de Manga, no Norte de Minas, Anastácio Guedes Saraiva, pintou prédios públicos do município com as cores vermelha e branca, as mesmas do seu partido. O juiz da comarca da cidade, Eliseu Silva Leite Fonseca, em atendimento a uma ação popular impetrada por três vereadores da oposição, concedeu liminar determinando um prazo de 90 dias para o prefeito repintar, com recursos próprios e com as cores originais, diversos prédios públicos.

A funcionária pública Tainara Mota entrou com uma representação no Ministério Público (MP) contra o prefeito de Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba, Chico Santos. Ela alegou que o prefeito pintou vários prédios de órgãos públicos da cidade, como a sede da Guarda Municipal, o teatro municipal, o hospital e um colégio, de azul por ser as cores do partido dele.

Prefeito Ronaldo Caçambeiro em mais um flagrante de sujeira.

Então, a pergunta que deixamos é: Luzilândia há pessoas destinadas a recompor a ordem jurídica, imprimir valores éticos e morais em defesa dos princípios republicanos, que estejam dispostas a preservar o patrimônio de todos em detrimento da usura personalista e egopata, ou vamos continuar vendo outras cidade demonstrarem o quão estão além de nossa evolução?

Vamos ver quem vence esse confronto entre o conhecimento e a ignorância.

Last modified on Thursday, 30 November 2017
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