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A conta de luz dos consumidores terá reajuste médio de 12,64% no Piauí. O aumento foi aprovado nesta terça-feira pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Os consumidores de alta tensão do Piauí terão reajuste de 13,61%. Já os consumidores de baixa tensão, ou seja, residências e pequenos comércios, a alta será de 12,40%.

Esses valores serão cobrados a partir de domingo, dia 2 de dezembro. Ao recalcular a tarifa, o valor médio pago por quilowatt-hora sairá de R$ 0,55 para R$ 0,62.

A distribuidora Companhia Energética do Piauí (Cepisa) atende todos os 244 municípios do Estado, com 1,26 milhão de consumidores.

Leilão

A Cepisa pertencia ao grupo Eletrobras, mas em julho deste ano foi a leilão, sendo adquirida pelo Grupo Equatorial Energia.

A Equatorial foi a única a fazer proposta pela distribuidora, e adquiriu 89,94% do capital da Cepisa, pagando R$ 45.521,52 à Eletrobras. O grupo também firmou compromisso de pagar um bônus de outorga no valor de R$ 95 milhões ao governo, com investimentos próximos de R$ 1 bilhão na distribuidora, pelos próximos cinco anos.

Essa é a primeira vez em que a tarifa passa por reajuste após o leilão. 

Cálculo

De acordo com a Aneel, "o reajuste foi calculado com os resultados do deságio do leilão, o que resultou em redução do índice tarifário em 8 pontos percentuais. Deste modo o efeito médio inicial de 20,64% caiu para 12,64%. Ao calcular o reajuste, conforme estabelecido no contrato de concessão, a Agência considera a variação de custos associados à prestação do serviço".

O Aneel destacou que o reajuste incluiu o "diferimento de parte do reajuste que havia sido calculado para o ano passado e que não foi aplicado, com um efeito de 5,5% no cálculo".

"Em 2017, o cálculo do reajuste tarifário da Cepisa resultou em índice inicial de 37,07% de aumento. Na ocasião a diretoria colegiada da ANEEL, considerando o forte impacto econômico para os consumidores do Piauí, resolveu diferir parte do reajuste, aplicando apenas 27,63%. A diferença foi aplicada ao cálculo deste ano", explicou a Aneel. 

Além desse diferimento, houve uma compensação dos valores de compra de energia, não considerados no último processo tarifário, mas incluído neste. Segundo a Aneel, a distribuidora teve, ao longo do ano passado, custos mais altos do que o concedido via tarifa para a aquisição de energia. 


Imagem: Aneel/Reprodução


Crise Hídrica

Ao explicar o reajuste, o diretor geral da Aneel, Sandoval Feitosa, chegou a citar a escassez hídrica como um dos motivos. 

“Podemos ver que o item que mais contribuiu para o aumento da conta foi a compensação da energia (CVA Energia), impactado sobremaneira pelo incremento dos custos de geração, com o aumento do despacho de termelétricas no último ano”, ressaltou o diretor.

Carlienne Carpaso
Com informações do Estadão Conteúdo e Aneel
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