Preso em operação tenta subornar delegado com R$ 6 mil em Luzilândia

Um suspeito de assaltar um ônibus intermunicipal em Teresina teria tentado subornar um delegado e um policial civil em Luzilândia, nesta quinta-feira (5), quando um mandado de prisão era cumprido em sua residência. Encontrado portando drogas, balança de precisão e objetos roubados, o homem, identificado como Irlando Castro dos Santos, ofereceu R$ 6 mil para não ser preso.

O delegado de Luzilândia, Renato Pinheiro, informou que Irlando ofereceu a quantia logo após ser anunciada a prisão. “Questionamos a motivação, a troco de quê ele queria dar esse dinheiro, para que configurasse ainda mais o crime de corrupção ativa. Foi quando ele falou ‘eu arrumo o dinheiro para vocês e vocês não me prendem’.  Ele foi encontrado apenas com R$ 29 e disse que conseguiria arranjar a quantia”.

Ao cumprir o mandado, a equipe de policiais civis de Luzilândia apreendeu o notebook subtraído, celulares, pequena quantidade de maconha, uma balança de precisão, os R$ 29,00 e outros objetos de origem suspeita.

No dia 22 de agosto, Irlando era suspeito de ter realizado um roubo no coletivo da empresa “Bonitão”, portando uma arma do tipo revólver calibre .32, subtraiu R$ 600,00 em dinheiro da empresa de ônibus, um notebook, aparelhos celulares e pequenas quantias em dinheiro dos passageiros. Ele entrou no ônibus nas proximidades da localidade Capim Grosso.

Além de ser indiciado por roubo circunstanciado pelo uso de arma de fogo, Irlando foi preso em flagrante por tráfico de drogas, receptação, e corrupção ativa e ao final da investigação poderá ser indiciado também por esses outros crimes.

Operação “Controvérsias”

Segundo o delegado de Luzilândia, outros sete mandados de prisão devem ser cumpridos contra investigados pelos crimes de roubo, tráfico de drogas e homicídio na região de Luzilândia, Madeiro e Joca Marques.

“Todos os roubos estão sendo mapeados e os suspeitos identificados, e mais mandados de prisão já foram expedidos e serão cumpridos em breve”, informou o delegado.

A operação leva o nome após críticas feitas à Polícia Civil de Luzilândia. “Apontaram que nosso distrito, que funciona com baixo efetivo, não funcionava. A operação leva esse nome em alusão a essas críticas”, contou o delegado 

Valmir Macêdo
valmirmacedo@cidadeverde.com

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