Cerca de 1.562 são atendidos no hospital de Luzilândia em 2019

O secretário de Saúde, Florentino Neto, afirma que a rede de saúde de Teresina apresenta hoje uma demanda de atendimentos muito menor do que a rede estadual. Segundo ele, isso ocorre devido ao aumento no número de atendimentos realizados pelos hospitais regionais do Estado.
Dados da Secretaria de Saúde mostram que os atendimentos dos hospitais regionais cresceram no período de 2018 a 2019. Para o secretário, isso representa uma diminuição nas transferências de pacientes do interior para a capital. 


“Nossos hospitais regionais a cada dia atendem mais. Isso tanto na retaguarda quanto na urgência e na emergência. Os hospitais da estrutura estadual com sede em Teresina atendem complementarmente, também, essa demanda. A rede própria do município de Teresina tem um atendimento muito menor que a rede estadual”, afirma Florentino

Segundo a Secretaria de Saúde, esses são os dados do aumento no número de atendimentos nos hospitais regionais. Nos seis hospitais regionais, os atendimentos tiveram significativo crescimento.

-HOSPITAL REGIONAL DE LUZILÂNDIA
2018….1.400 atendimentos
2019….1.562 atendimentos


As declarações do secretário são questionadas pelo Fundação Municipal de Saúde. Segundo dados da FMS, a estatística da Central de Regulação Municipal aponta que, entre os meses janeiro e setembro de 2019, houve aumento de 8% de transferências de pacientes oriundos dos hospitais dos municípios do interior do Piauí para a capital, se comparado ao mesmo período do ano passado. 

“Somente no ano passado, foram realizadas 35.214 transferências entre hospitais. Desse total, 10.871 eram transferências de hospitais dos municípios piauienses para a capital. A FMS acrescenta que Teresina tem uma rede de saúde complexa e extensa, com uma grande oferta de serviços pelo SUS na média e alta complexidade, o que atrai a vinda de pacientes de outros municípios. Essas pessoas também buscam espontaneamente os nossos serviços de saúde. Para que haja a fluidez de toda a rede de saúde, é fundamental a cooperação mútua entre todos os entes federativos, tanto no que diz respeito ao aspecto financeiro, incluindo a revisão da Programação Pactuada Integrada, quanto do fortalecimento de toda a rede de saúde do Piauí, com a melhor estruturação dos hospitais regionais”, destaca a FMS.

A Fundação Municipal de Saúde também lembra ainda da dívida do estado com relação ao cofinanciamento da saúde. O atraso dos repasses do Estado para Teresina já passa de R$ 30 milhões. 

“Cumpre destacar que Governo do Estado do Piauí deve aproximadamente 32 milhões para a Prefeitura de Teresina. O débito decorre do cofinanciamento para cobertura de ações e serviços em áreas específicas da saúde na capital e se acumula desde o ano de 2016. Com o impasse, deixa de haver o necessário equilíbrio no financiamento da saúde por cada esfera do governo, que acarreta a oneração dos cofres municipais. Ainda sobre financiamento, Teresina investiu  34,60% do seu recurso próprio em ações e serviços de saúde no ano de 2018, o que corresponde a mais do que o dobro exigido na Lei Complementar nº 141/12. Dessa forma, é notório o alto investimento da Prefeitura de Teresina nessa área, para atender pacientes teresinenses, pacientes regulados e também pacientes oriundos do interior que buscam espontaneamente os nossos serviços”, destacou.  

Lídia Brito
lidiabrito@cidadeverde.com

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