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Sem isolamento, Luzilândia deve ter centenas de mortes pelo COVID-19, mais que do Cólera em 1994.

Existe um novo vírus em território luzilandense sobre o qual há muito a se conhecer para que soluções de saúde sejam encontradas. Contudo, com relação ao Novo Coronavírus, há algo que já é um consenso entre imunologistas, epidemiologistas, infectologistas, virologistas e todas as demais áreas científicas que, ano após ano, combatem epidemias das mais variadas: o isolamento social como forma de prevenção, contenção e auxílio à mitigação.

Em Luzilândia, o isolamento social não funciona como deveria. Pessoas se aglomeram, comércios abrem e, nas ruas, um vai e vem de veículos demonstra que a cidade pode ser arrasada e ter mais mortos que na última epidemia que atingiu a cidade, nos anos 1990, onde corpos de vítimas do Cólera se espalhavam pelo chão.

Sem memória descente, a população demonstra pouco caso com essa possibilidade. Imagens que circularam na internet são conta que, para receber o auxílio emergencial, vale sacrificar a vida e ainda levar a possibilidade de morte a todos em casa.

Pessoa se aglomeram, sem proteção de máscaras, em longa fila para sacar auxílio em uma loteria da cidade. Varam a madrugada.

As medidas de isolamento adotadas em diversos países para conter as contaminações pelo novo coronavírus, causador da Covid-19, têm gerado polêmica e dividido opiniões. Enquanto alguns acreditam que elas podem sim ajudar na atual crise, outros alegam que são muito radicais e podem comprometer de forma irreversível a economia. Pesquisadores ao redor do mundo que têm se dedicado a avaliar a eficácia das medidas de distanciamento – e a estimar cenários futuros.

O isolamento social é comprovadamente eficaz na redução das taxas de contaminação; medidas prematuras de flexibilização da quarentena podem resultar em um segundo pico da infecção; e podem ser necessárias medidas prolongadas ou intercaladas por anos, ou até que uma vacina ou tratamento seja desenvolvido. As afirmações dos especialistas vão contra a expectativa de alguns governos, como o americano, que estimou o controle da pandemia ainda neste ano, e o brasileiro, cuja fala do seu novo ministro da Saúde, Nelson Teich, incluiu a afirmação de que “é necessário voltar à normalidade o mais rápido possível”.

Em primeiro lugar, os indicadores correntes de contaminação e de óbito estão se mantendo em patamares relativamente baixos diante dos contingentes populacionais totais exatamente porque se tem aplicado como medida universal o isolamento social. Caso não houvesse o isolamento social, a população infectada poderia chegar a algo entre 60% e 80% do total mundial, conforme estimativas do Dr. Gabriel Leung, especialista que integra a equipe da Organização Mundial da Saúde e que lida com a pandemia do CODIV-19.

Assim, por mais que a taxa de mortalidade da pandemia em curso seja relativamente baixa, mesmo quando comparada com outras tragédias humanitárias – pensemos nos 70 a 80 milhões de mortos na Segunda Guerra Mundial (ou 12% da população da época) –, os impactos sobre o sistema de saúde e o conjunto da sociedade destas cifras são realmente preocupantes para se considerar o caso de normalidade imediata.

Pessoas do chamado grupo de risco têm mais chances de desenvolver complicações caso sejam contaminados pelo novo coronavírus porque têm menor capacidade imunológica de impedir que a infecção avance para uma uma síndrome respiratória aguda grave.

A COVID-19 não é um resfriado, mesmo que muitos infectados apresentem sintomas similares. Ela é uma doença que em sua forma mais grave leva o infectado a um quadro agudo de pneumonia, que hoje já resultou em mais de 16 mil mortes e aproximadamente 400 mil casos confirmados no mundo todo. Esses números estão subestimados, pois, inclusive no Brasil, grande parte dos casos suspeitos não está sendo testada.

É uma doença que infecta a todos: de crianças a idosos. Sobre a orientação internacional de manter as escolas sem aulas durante a fase de contenção, isso se dá pelas crianças, quando acometidas, geralmente não apresentarem sintomas, o que pode facilitar a rápida disseminação do vírus.

Este é o momento de termos uma sociedade unida, que receba direcionamentos claros e alinhados do que deve ser feito. As orientações devem ser realizadas a partir de apontamentos científicos e em afinidade entre todas as áreas para que as pessoas e instituições possam se organizar e fazer o planejamento essencial para o período. A COVID-19 é um caso de Saúde Pública. Por que não ouvir os que trabalham na área diariamente?

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