ESCÂNDALO: Áudios vazados mostram que Moro e Dallagnol combinavam para condenar réus

As primeiras reportagens que vieram à tona na noite deste domingo (9) no The Intercept mostram que o então Juiz Sérgio Moro e procuradores da Lava Jato, como Deltan Dallagnol, conversaram e definiram estratégias sobre os rumos de processos judiciais que levaram, entre outras pessoas, o ex-presidente Lula à cadeia.

Um leigo pode achar isso algo nem tão importante. Mas é uma bomba que vai colocar o caso da prisão de Lula e do golpe contra Dilma Rousseff em destaque internacional não apenas do ponto de vista midiático, mas jurídico.

Os maiores juristas do mundo vão querer conhecer o conteúdo dessas conversas e tramas entre um juiz e seus acusadores. E vão se voltar para o veredicto contra Lula. Que é algo que, como apontamos desde sempre, não fica em pé.

Mas essa é apenas uma parte da história e que por isso só já requer investigação sobre os procedimentos de Moro e de Dallagnol. E que poderiam transformá-los em réus em processos judiciais. Réus em processos nos quais poderiam ser condenados e ter de cumprir pena.

PGR acionada

Em 31 de agosto de 2016, Moro teria questionado, de acordo com The Intercept, o ritmo das prisões e apreensões ao perguntar se a força-tarefa não estaria muito tempo sem promover operações. “Não é muito tempo sem operação?”, disse Moro segundo o site. A última fase da Lava-Jato, de acordo com o site, havia sido feita 29 dias antes — a operação Resta Um, com foco na empreiteira Queiroz Galvão. Pelo conteúdo das mensagens divulgadas, Dallagnol concorda com a observação sobre o tempo da demora.

Em nota, Moro negou qualquer irregularidade nas conversas. “Quanto ao conteúdo das mensagens que me citam, não se vislumbra qualquer anormalidade ou direcionamento da atuação enquanto magistrado, apesar de terem sido retiradas de contexto e do sensacionalismo das matérias, que ignoram o gigantesco esquema de corrupção revelado pela Operação Lava Jato”.

Fonte: Revista Fórum

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