Ciro Gomes detona Sérgio Moro: “É um politiqueiro ambicioso e corrupto”

Em entrevista ao programa de entrevistas da Folha e do UOL, o ex-candidato do PDT à Presidência da República em 2018, Ciro Gomes, detonou o ex-juiz e atual ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro.

“Moro é um politiqueiro ambicioso e corrupto, porque aceitou uma promessa de uma vantagem. Ou não é corrupção um juiz condenar um político, independentemente se esse político é ou não culpado, e depois aceitar ser ministro de quem ganhou a eleição, porque aquele outro não pôde participar da eleição? Isso é deplorável. Não existe esse tipo de precedente no mundo”, afirmou Ciro.

“O Moro é um politiqueiro absolutamente desonesto. É uma mancha grave no Poder Judiciário brasileiro, além de ser muito despreparado. Moro é analfabeto funcional de matéria de direito”, completou.

Na entrevista, o terceiro colocado na eleição presidencial do ano passado também afirmou que o ex-presidente Lula (PT) tem “desmoralizado” a Justiça rejeitar a progressão de regime para o semiaberto.

“Lula só faz política 24 horas por dia e está desmoralizando a Justiça que resta do Brasil. No Brasil, agora, não tem mais lei. É tudo conveniência e o Lula sentiu, com esse instinto extraordinário que ele tem, que a Justiça brasileira está em xeque e resolveu tripudiar”, afirmou.

O pedetista ainda alfinetou o apresentador Luciano Hulk, possível candidato à Presidência em 2022.

“Você passa numa esquina e vê ali aqueles meninos fazendo malabares, jogando coisas, engolindo fogo. Eu acho aquilo admirável. Mas você entregaria seu filho com apendicite para um malabarista genial fazer a cirurgia dele? Essa é a pergunta que nós temos que fazer. Qual é a credencial? Não é do Luciano Huck. Pelo amor de Deus, chega de mandar estagiário para a Presidência da República”, disse.

Sobre o presidente Jair Bolsonaro (PSL), Ciro acredita que ele não termina o mandato.

“Eu acho que ele não termina, mas é um mero palpite (…). Você imagina que o Bolsonaro é o presidente que mais rápido e profundamente erodiu seu capital político de origem. Ainda foi no Sete de Setembro, saiu no carro oficial e teve uma palminha. No Sete de Setembro do ano que vem, ele não bota a cara na rua, porque a economia não vai mudar nada”, avaliou.

Fonte: Esmael Morais

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