Trump é alvo de impeachment nos EUA

Novos detalhes sobre o caso que motivou a abertura de um processo de impeachment contra Donald Trump aumentaram ainda mais a pressão contra ele. E o presidente americano partiu para o contra-ataque.

A defesa de Donald Trump está engatilhada.

“Nós estamos em guerra. Essas pessoas são doentes”, disse Trump em um evento privado na quinta-feira (26).

Nas redes sociais, ele também mostrou o poder de fogo: chamou o partido de oposição, o Democrata, de partido que não faz nada, atacou a imprensa e cobrou que o presidente do Comitê de Inteligência da Câmara, que é um dos comitês que estão investigando o impeachment, renuncie.

Na quinta-feira, durante uma sabatina, Adam Schiff não foi literal ao apresentar um memorando da conversa de Trump com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenski. O deputado, que é da oposição democrata, se defendeu dizendo que fez uma paródia.

O presidente americano também se defendeu. Voltou a dizer que a conversa com o presidente ucraniano foi perfeita e apropriada.

O processo de impeachment é baseado numa denúncia anônima de um funcionário do governo. Segundo o denunciante, Trump teria cometido abuso de poder em uma conversa telefônica com o presidente ucraniano, em julho.

Donald Trump pediu que Zelenski investigasse Joe Biden, e o filho dele. O ex-vice-presidente Biden é o principal adversário político de Trump.

A denúncia afirma que a Casa Branca também teria tentado encobrir o suposto crime. Nesta sexta, o governo americano confirmou que a transcrição do telefonema tinha sido arquivada num servidor para informações confidenciais e de caráter sensível.

Três comitês da Câmara intimaram o secretário de Estado, Mike Pompeo, a entregar documentos relacionados à Ucrânia.

Apesar das graves acusações contra o presidente americano, o resultado imediato desse inquérito de impeachment parece ser um aprofundamento da polarização entre republicanos e democratas. Nesta sexta-feira (27), mais de 300 ex-funcionários da Segurança Nacional e do Departamento de Estado fizeram um abaixo-assinado apoiando a investigação.

Mas uma pesquisa mostrou que o apoio popular a um impeachment vem diminuindo. Somente 37% dos americanos são favor, enquanto 45% são contra.

O Congresso americano entra em recesso por duas semanas nesta sexta, mas o Comitê de Inteligência decidiu que não vai parar.

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