Eleitor de Luzilândia se mobiliza contra “vendidos” na eleição 2020

Os eleitores e as eleitoras de Luzilândia prometem e se comprometem nas redes sociais que em 2020 será diferente. Quem “cair do cavalo”, ou seja, quem recuar ou desistir de candidatura será chamado(a) de vendido(a). A não ser que apresente uma justificativa convincente para o eleitorado. Em Luzilândia, agora, quem for pré-candidato e que se declarar publicamente entra numa complicada “saia justa” – se desistir fica na desconfiança de corrupto.

Nas últimas 48 horas, a “compra e venda” de apoio político na cidade de Luzilândia mobilizou eleitores e eleitoras para a vigilância de ocorrer pré-candidato ou pré-candidata “caça níquel” na pré-campanha e na campanha eleitoral para a eleição municipal de 2020.

O(a) pré-candidato(a) ou candidato(a) “caça níquel” é aquele ou aquela que entra na disputa antes mesmo de iniciar processo eleitoral, a campanha propriamente dita para “valorizar o passe”, mas com o objetivo de se “vender” para determinado grupo político que tenha cacife financeiro para conduzir um pleito político-eleitoral caro.

No último final de semana, a discussão nas redes sociais e nas rodas políticas da cidade foi de que quem se lançar a qualquer candidatura não poderá mais recuar, voltar atrás, sob pena de ser considerado(a) um(a) candidato(a) vendido(a).

Vender apoio político se assemelha muito a vender e negociar votos na campanha e pouco antes da votação. Neste caso não o eleitor propriamente que vende o voto, mas o político que vende seus possíveis votos ou seu provável prestígio eleitoral para determinada candidatura mais forte e com possibilidades de vencer a eleição.

Ainda é muito comum conhecidos chefes ou chefetes políticos transformarem seu prestígio eleitoral em mercadoria, negociando-o para receber dinheiro de outro grupo político, quando, então, o(a) eleitor(a) é passado(a) para trás. Os benefícios individuais e pouco éticos dos chefes ou chefetes – muitas vezes até ilegais – são comumente denunciados pela imprensa para que ocorram investigações por parte da Justiça Eleitoral. Todos os casos mostram que a compra de votos ainda é uma prática bastante recorrente principalmente no Piauí. A “compra e venda” de apoio político já é até naturalizada em determinados locais.

Uma pesquisa realizada em 2015 pela Checon Pesquisa/Borghi, encomendada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mostrou que pelo menos 28% dos(as) entrevistados(as) têm conhecimento ou já testemunhou algum caso de compra de votos ou de apoio político. A mesma pesquisa revela que poucos(as) eleitores(as) percebem a “compra” como algo ilegal e muitos(as) ainda enxergam a troca por benefícios como algo natural.

Os eleitores e as eleitoras de Luzilândia prometem e se comprometem nas redes sociais que em 2020 será diferente. Quem “cair do cavalo”, ou seja, quem recuar ou desistir de candidatura será chamado(a) de vendido(a). A não ser que apresente uma justificativa convincente para o eleitorado. Em Luzilândia, agora, quem for pré-candidato(a) e que se declarar publicamente entra numa complicada “saia justa” – se desistir da candidatura fica com a trágica desconfiança de corrupto(a).

Se você não quer que uma pessoa corrupta tenha o poder de decidir seu destino durante quatro anos (ou oito, se for o caso), vendendo ou comprando voto e apoio político, presenciando alguém envolvendo eleitores e políticos na “compra e venda” política, saiba que você pode fazer a sua parte de cidadão(ã) denunciando os(as) vendidos(as).

Em qualquer procedimento democrático, garante o Ministério Público, a dignidade do(a) eleitor(a) será preservada e reconhecida. Sobretudo a juventude que deve ficar mobilizada em encontros e nas redes sociais para investigar e denunciar.

Para facilitar a vida do(a) cidadão(ã), o Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TER-PI) permite que as denúncias sejam feitas por telefone ou internet. E mantém resguardado o sigilo da fonte. Pesquise no site do TER-PI. Você também pode apresentar denúncias à Polícia Federal, que investigará e encaminhará sua reclamação ou denúncia ao Ministério Público. Você também pode comunicar ao Delegado de Polícia local e pedir que o mesmo encaminhe a ocorrência à Polícia Federal.

Fonte: JL/Redação

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