Sem bilheteria artistas de circo pedem apoio de autoridades e população

A pandemia do Coronavírus tem causado impacto em vários setores da sociedade. Com os decretos que limitam o trânsito de pessoas entre os estados e proíbem aglomerações, os circos foram afetados diretamente e fecharam as portas em todo o Brasil. Em Luzilândia, o Circo Holiday vive essa situação. Sem bilheteria, principal sustento das famílias que vivem do circo, eles estão precisando de ajuda para se manterem na cidade, enquanto não passa essa crise.

As várias famílias dos artistas envolvidas na rotina circense estão sem o seu sustento e precisam de ajuda. “Não temos apoio, nem incentivo do governo, vivemos única e exclusivamente da bilheteria. Temos crianças de colo recém-nascidas, temos muita gente no circo, uma média de 20 a 23 pessoas, temos idosos com problemas depressão, problemas de diabetes e com circo fechado como vamos sobreviver?”, desabafa o Palhaço Sapatão.

O Circo Holiday está desmontado desde que foi baixado o decreto. Da cidade de Barreiras, no estado da Bahia, eles estavam em turnê pelo Piauí. Em Luzilândia eles estão instalados em um terreno da Prefeitura, mas sem bilheteria, não há recursos para suprir outras necessidades básicas como alimentação.

“Não queremos incentivo financeiros, mas precisamos de alimentos, fraldas para crianças, leite NAN para recém-nascido, alimentos para jovens e idosos. Já não temos mais dinheiro, e o que mais nos preocupa é que não sabemos quanto tempo isso vai durar. O que vamos fazer para nos alimentar durante esse período todo?”, lamenta.

O palhaço afirma que vem recebendo ajuda das duas lojas maçônicas da cidade e de algumas populares que ficaram sabendo da situação, através de blogueiros e influencies da cidade, que compartilharam em suas redes sociais as dificuldades dos artistas do Circo. No entanto eles informam que até o momento, ainda não conseguiram falar com o Prefeito Ronaldo Gomes para pedir socorro.

“Temos uma dívida enorme de gratidão com a maçonaria de Luzilândia, por tudo que estão fazendo por nós, também com os blogueiros e com as pessoas que estão vindo deixar alimentos, mas não sabemos até quando isso pode durar e até quando a maçonaria pode aguentar, se a Prefeitura não ajudar com a alimentação, não sei o que vai ser”, desabafa.

Palhaço Sapatão também diz lamentar não poderem trabalhar, mas entende a situação em que vive o País, as pessoas precisam ficar em casa. O pedido de ajuda, principalmente de alimentos, que está fazendo ao povo e autoridades governamentais é para que a família circense que está em Luzilândia também possa passar por essa crise, sem maiores preocupações, além da Pandemia do coronas. “Precisamos do apoio, é um apelo, se pudéssemos trabalhar, ter a bilheteria, não pediria, mas enquanto isso durar, estamos nas mãos de Deus, do povo e da prefeitura!” diz.

Fonte e foto: ClicaLuzilândia

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